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quarta-feira, 15 de junho de 2016

“European Green Leaf”

Em que consiste o concurso “European Green Leaf”?

 O concurso “European Green Leaf” (“Folha Verde da Europa”) é uma iniciativa destinada a premiar o empenho das cidades de menor dimensão na proteção do ambiente, pela sua dedicação à sustentabilidade ambiental. O concurso está aberto a todas as áreas urbanas europeias com uma população entre 20 000 e 100 000 habitantes. Lançado em dezembro de 2014, o selo de aprovação “European Green Leaf” é atribuído todos os anos às cidades que demonstrarem ser líderes na qualidade do ar e do ambiente acústico, na gestão da água e dos resíduos, na biodiversidade e utilização do solo, na mobilidade, nas alterações climáticas e no desempenho energético. As cidades premiadas tornam-se “embaixadoras verdes”, que incentivam outras cidades a adotarem políticas e práticas sustentáveis idênticas.


Porquê participar?

 • Mostre as cores da sua cidade! Ao participar no concurso “European Green Leaf”, a sua cidade está a demonstrar o seu forte compromisso na proteção ambiental, na sustentabilidade e no bem-estar dos cidadãos.
 • Dê visibilidade à sua cidade! A cobertura do concurso pelos meios de comunicação social nacionais e internacionais proporciona uma exposição valiosa aos premiados, promovendo um maior interesse na região e nas suas realizações ambientais.
 • Atraia turistas! As cidades que são conhecidas pelas suas políticas de sustentabilidade são consideradas locais mais atrativos para visitar.
 • Chame a atenção dos investidores! Quando uma cidade é reconhecida por criar soluções ecológicas inovadoras, esta torna-se mais interessante para os investidores comerciais.
 • Torne a sua cidade orgulhosa! Uma cidade que escolheu o desenvolvimento sustentável como a sua principal prioridade promete aos seus cidadãos um futuro mais brilhante.
 • Crie ligações! As cidades incluídas na lista têm a oportunidade de estabelecer ligações com outras líderes ambientais na Europa, de criar parcerias valiosas e ainda de aprenderem umas com as outras.
 • Obtenha uma avaliação especializada gratuita! Todas as cidades participantes têm o seu desempenho ambiental avaliado por um painel independente de peritos de alto nível.

Para mais informações: ec.europa.eu/europeangreenleaf


Torres Vedras ganha prémio ambiental da UE



Em 1999, Torres Vedras incluiu a sustentabilidade do território e a proteção do ambiente nos seus objetivos estratégicos. A cidade desenvolveu o Plano Municipal Ambiental, elaborado com o envolvimento dos cidadãos e parte do seu território foi reconhecido na Rede Natura 2000, rede ecológica para o espaço comunitário da União Europeia. Em 2005, foi criada uma estrutura municipal destinada à educação e sensibilização ambiental dos cidadãos. Estamos profundamente convencidos que só o conhecimento das questões ambientais conduzirá a que os nossos cidadãos adotem comportamentos sustentáveis e promovam em conjunto um futuro melhor para nós e para as gerações vindouras. Nos últimos dez anos, desenvolvemos uma política ambiental que procura garantir uma mobilidade sustentável, preservar a biodiversidade e modernizar a gestão da água. Dois novos instrumentos de gestão – o Plano de Ação da Energia Sustentável e a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas – dão um novo impulso ao desempenho ambiental da cidade. O Prémio “European Green Leaf” é o reconhecimento do trabalho árduo levado a cabo pela cidade de Torres Vedras nos últimos 15 anos, no sentido de oferecer uma melhor qualidade de vida aos cidadãos. Este prémio constitui um incentivo para a cidade manter estes padrões e garantir um crescimento ainda mais sustentável no futuro. Para citar Kofi Anan: “O nosso maior desafio neste século é pegar numa ideia que parece abstrata – Desenvolvimento Sustentável – e torná-la realidade para todas as pessoas do mundo”.

Torres Vedras é uma cidade portuguesa localizada no litoral, 50 km a norte de Lisboa. Com cerca de 79 465 habitantes e uma área que cobre aproximadamente 400 km2, tem mais de 20 km de costa. Dotada de fortes ventos costeiros e quase 2 500 horas de céu limpo durante o ano, a região tem uma localização privilegiada para aproveitar a energia eólica e solar. Torres Vedras tem atualmente instalados nove parques eólicos que produzem energia suficiente para satisfazer todas as suas necessidades em termos de eletricidade. O Júri do “Green Leaf” ficou particularmente impressionado com o empenho desta cidade premiada em promover uma maior sensibilização ambiental e práticas sustentáveis na comunidade local.

Mobilidade Sustentável  - A cidade de Torres Vedras tem envidado todos os esforços para tornar as zonas para os peões e a utilização da bicicleta e dos transportes públicos opções mais seguras e fáceis. Cerca de 50 km de ciclovias estão já em funcionamento, e um novo sistema de partilha de bicicletas que disponibiliza em 14 estações distribuídas pela cidade bicicletas públicas, para utilização da população. Existem várias novas vias pedonais, e 12 pontos públicos de carregamento para veículos elétricos. Atualmente está a ser preparada uma estratégia de mobilidade ainda mais ambiciosa para incentivar a partilha de viaturas, oferecer mais incentivos para a utilização de veículos elétricos e promover a utilização do transporte público.

Proteção da natureza - A cidade tem trabalhado no sentido de assegurar o acesso a espaços verdes e às zonas naturais a todos os habitantes de Torres Vedras. Existem 255 km de percursos pedestres e 25 ha de zonas verdes na cidade. Nos últimos três anos, foram plantadas 1 000 árvores. A Câmara Municipal promove um projeto de hortas comunitárias, bem como de hortas escolares, onde as crianças aprendem a cultivar vegetais e a cuidar das plantas. A autarquia trabalha em conjunto com a comunidade local para gerir e preservar a área de paisagem protegida de âmbito local das Serras do Socorro e da Archeira.

Estratégia de gestão da água - Foi implementada uma estratégia de gestão da água, com recurso à telegestão, para reduzir radicalmente as perdas de água. A autarquia promove sistemas de irrigação eficientes dos seus espaços verdes. O Centro de Educação Ambiental dispõe de um sistema de recolha e reutilização de águas pluviais e de “águas cinzentas”.

Participação pública - A cidade de Torres Vedras tem como missão criar uma cidade sustentável e a participação dos seus cidadãos é essencial para concretizar este objetivo. A autarquia está empenhada em fomentar a educação para a sustentabilidade junto dos seus cidadãos e a envolver a população local nas suas políticas. Os cidadãos são convidados a apresentar propostas sobre questões como mobilidade, energia e conservação da natureza e as suas sugestões são tidas em conta nas políticas da autarquia. O Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras recebe cerca de 10 000 visitantes por ano promovendo atividades de formação e educação ambiental. O edifício, certificado pelo sistema LiderA, com projeto de construção sustentável e com classe de eficiência energética A+, possui sistemas de produção de energia a partir de fontes renováveis, sendo um edifício modelo para a cidade.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Eólica portátil e voadora


Uma empresa start-up americana criou uma usina eólica portátil e voadora - que pode ser usada em áreas de catástrofe.
Ela é basicamente um balão de hélio com uma turbina eólica instalada no centro.
O aparelho pode gerar a eletricidade necessária para manter 15 casas ou até mesmo uma pequena vila em um país carente de energia.
A energia elétrica é transmitida por um cabo de força para uma estação no solo.
Diferentemente de usinas eólicas em terra, esta consegue aproveitar ventos de alta velocidade, presentes a mais de 600 metros de altura.

Fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/04/150407_usina_voadora_lk

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ambiente Amanhã




O filme Ambiente Amanhã, produzido pelo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE), com o apoio da APA, tem a duração de 23 minutos e pode ser visto gratuitamente na sala SIGMA do MAOTE, diariamente, até outubro de 2015.

Local: Rua de “O Século”, 51, em Lisboa.

Sessões: segunda a sexta-feira

Horário: 10.30h | 11h00 | 12h00

Marcações obrigatórias para:ambienteamanha@sg.maote.gov.pt

Aceda aqui ao trailer.

Fonte: http://www.apambiente.pt/

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Semana da Mobilidade


A Semana da Mobilidade decorrerá no Funchal entre 16 e 22 de Setembro, englobada na Semana Europeia com o mesmo tema. De entre o vasto leque de actividades, que vão da sensibilização à prática e se destinam a todos os públicos, salienta-se o Dia Europeu sem Carros, a 20 de Setembro.

Site: Câmara Municipal do Funchal

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Relatório do Estado do Ambiente de 2014

Já se encontra disponível o Relatório do Estado do Ambiente de 2014 (REA 2014).

O documento inclui um curto enquadramento socioeconómico nacional, seguido de um capítulo de atualização dos cenários macroeconómicos apresentados pela primeira vez no REA 2013. A componente central do Relatório é composta por sete capítulos que descrevem sucintamente 32 indicadores: Economia e Ambiente; Energia e Transportes; Ar e Clima; Água; Solo e Biodiversidade; Resíduos e Riscos Ambientais.

Por fim, é incluído um capítulo que procura identificar em Portugal evidências da evolução de duas tendências pesadas analisadas pela Agência Europeia do Ambiente desde 2010: intensificação da competição mundial por recursos e consequências cada vez mais graves das alterações climáticas.


Aceda aqui ao documento.

Fonte: http://www.apambiente.pt/

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Primeira aldeia Portuguesa de iluminação LED

Montesinho é a primeira aldeia com iluminação LED 

 Autarquia fez um investimento de 2400 euros, o que vai permitir poupança anual na ordem dos 1500 euros na factura da eletricidade.
 A aldeia de Montesinho, situada no concelho de Bragança, é a primeira na região Norte com iluminação pública 100% LED. A Câmara Municipal investiu cerca de 2400 euros em lâmpadas de baixo consumo, aproveitando uma campanha da empresa fornecedora de energia, o que vai permitir uma poupança anual na ordem dos 1500 euros e uma redução no consumo de energia na ordem dos 65 por cento.
 Montesinho, que é uma das aldeias mais emblemáticas do concelho de Bragança torna-se agora mais amiga do ambiente, sendo que poderá sempre melhorar noutras áreas.
 O presidente da Câmara Municipal de Bragança confessa que aproveitou uma campanha o que veio reduzir em seis vezes o investimento nas lâmpadas LED.



Cláudio Jardim 12/11/2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Carro leva 35% do ordenado

António Martins Neves escreveu no pedais.pt o seguinte:
"Um português que receba o ordenado médio no país, 711 euros líquidos por mês, trabalhe a 15 km de casa e se desloque no carro particular, gasta com o automóvel 35 por cento do vencimento – 250 euros.
As contas foram feitas pelo engenheiro João Pimentel Ferreira, defensor da bicicleta como meio de locomoção diário, que as defendeu numa conversa com o Pedais.pt.
Ao todo, em Portugal, os 5,7 milhões de automóveis existentes, mais do que um carro por cada dois habitantes, têm um custo de 12 mil milhões de euros, 7 % do Produto Interno Bruto (PIB), o dobro do buraco do BPN, mais do que os juros que se pagam pela dívida pública e o mesmo que se gasta com as pensões pagas pela Segurança Social anualmente.
“Nesta altura há mais automóveis do que pessoas com trabalho, o que não deixa de ser estranho”, realça.

A acrescer a todos estes custos há ainda o impacto que o uso do carro tem na redução da velocidade a que os seus utilizadores se deslocam, numa perspetiva virtual. João Pimentel Ferreira acrescenta à fórmula de cálculo as horas que cada automobilista tem que pagar diariamente para pagar o automóvel em que se desloca, e que são é média três horas diárias.
Deste modo, além do tempo consumido na deslocação em meio urbano de 15 km para cada lado, e que dá a média de uma hora, se lhe forem somadas as horas que o proprietário tem que trabalhar para o pagar, a velocidade virtual baixa para 7,5 km/hora, o que é pouco mais rápido do que andar a pé e muito menos do que a deslocação numa bicicleta, acrescenta o engenheiro eletrónico e sócio da associação de promoção do uso da bicicleta MUBi.
Esta realidade “é uma irracionalidade extrema”, considera o técnico, atualmente a residir na Holanda.
“Há várias formas de mobilidade, e há centenas de meios de transporte entre dois determinados locais, o automóvel é apenas um deles, e não deixa de ser estranho que é aquele que é amplamente mais ineficiente do ponto de vista energético (acha mesmo normal alocar a força de 90 cavalos para puxar uma pessoa?), sendo o meio de transporte também, que traz mais consequências negativas para o bem comum, como poluição sonora e do ar, sinistralidade e ocupação de espaço público”, escreveu João Ferreira no seu blogue, onde explica os verdadeiros encargos que os automobilistas têm que suportar, muitas vezes sem fazerem as contas."
Fonte: http://pedais.pt/carro-leva-35-por-cento-do-ordenado-e-anda-a-metade-da-velocidade-virtual-da-bicicleta/
Todos nós temos uma qualquer desculpa para não usar a bicicleta como meio de transporte, mas a realidade é que a maioria de nós sabe que tem uma solução para usar este meio de transporte. A crise económica que Portugal tem vindo a atravessar tem trazido muitas bicicletas para a rua, o que tem tido um impacto positivo na economia familiar e individual.
Cláudio Jardim 18/06/2014

Ciclovia e passagem pedonal na Ponte 25 Abril

 Segundo António Santos este projecto é viável e é até mesmo um pecado não avançar.
 Podemos ver no Site da Ciclovia Alma Lisboa:

 A ponte 25 de Abril tem quase 50 anos e ainda lhe falta uma coisa para a tornar mais moderna: dotá-la de uma ciclovia/passagem pe

sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia Internacional da Floresta 2014



Outro pequeno documentário de cerca de 12 minutos em https://www.youtube.com/watch?v=Q5VVg1jeMGM

Cláudio Jardim 21/03/2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Agricultura europeia: como fazer comida acessível, saudável e 'verde'

Para produzir alimentos em quantidade suficiente, a Europa depende de agricultura intensiva, que tem um impacto sobre o meio ambiente e nossa saúde. Poderá a Europa encontrar um ambiente amigável de maneira e produzir alimentos? Colocamos esta pergunta a Ybele Hoogeveen que está liderando um grupo de trabalho na Agência Europeia do Ambiente,  sobre o impacto do uso de recursos sobre o meio ambiente e bem-estar humano.
Image © G. Karadeniz/EEA
No relatório recentemente publicado pela EEE , o alimento é identificado como um dos principais sistemas que tem um impacto sobre o meio ambiente . O que é um sistema alimentar? Como isso nos afeta?

O termo " sistema alimentar " abrange todos os processos e toda a infra-estrutura que estabelecemos para produzir e consumir alimentos . Ele inclui a agricultura , o comércio , varejo, transporte o consumo e o desperdício. O alimento é uma necessidade humana básica . Além de estar disponível, a nossa comida deve ser de alta qualidade e acessível, em outras palavras, não contaminado e acessível.

Há uma forte ligação entre a nossa saúde e bem-estar e alimentação. Tanto a desnutrição e a obesidade são problemas de saúde diretamente ligados à alimentação. A agricultura também contribui para as alterações climáticas e a poluição atmosférica e da água, factores os quais podem afetar a saúde humana e o bem-estar de forma indireta.

Quando vamos ver mais de perto, vemos também que a agricultura tem um papel sócio-económico muito importante. Em muitas comunidades rurais , constitui a espinha dorsal da economia local, representa um modo de vida e uma interação com a natureza que nos fornece um valor cultural e recreativo. A forma como produzimos nosso alimento afeta a atratividade da paisagem em que vivemos.

Existem características e tendências que podemos ver na Europa no que diz respeito à produção e consumo de alimentos?

Em geral , a Europa tem os sistemas de produção agrícola moderna e terras aptas para a agricultura. A produtividade por hectare aumentou consideravelmente, particularmente na segunda metade do século 20. Dada a sua diversidade de terrenos agrícolas e climas, a Europa produz uma vasta gama de produtos. Mas também depende de importações, principalmente de forragens, frutas frescas e legumes, enquanto a exportação realiza a de alimentos processados​​, principalmente.

Do lado do consumo, houve algumas mudanças na dieta nos últimos anos. Por exemplo, o consumo de carne vermelha aumentou consideravelmente nos últimos cinco décadas. Mas em comparação com os níveis de 1995, vemos um declínio de 10 % no consumo de carne por pessoa. Por outro lado, os europeus estão comendo mais aves, peixes e frutos do mar, frutas e legumes.

Quais são os desafios sistemas alimentares da Europa terá de enfrentar nas próximas décadas ?

Há duas questões principais de preocupação na Europa, o primeiro é sócio-económico, urbanização e mudanças de estilo de vida associados mostram que a agricultura está cada vez menos atraente como uma actividade económica. O número de agricultores na Europa está em declínio e sua idade média está subindo. A manutenção de atividades agrícolas, particularmente em áreas de baixa produtividade, torna-se difícil. Algumas terras agrícolas estão sendo abandonadas e isso pode ter repercussões na economia local para as áreas onde a actividade agrícola na verdade acaba por ajudar a preservar a natureza.
A segunda é a intensificação. Estamos a falar de rendimentos mais elevados por hectare através de upscaling, mecanização, drenagem, irrigação e aplicação de fertilizantes e pesticidas. Isso aumenta a rentabilidade e significa que precisamos de menos terra para a agricultura. Por outro lado, reduz a biodiversidade da terra e aumenta a poluição dos solos, rios e lagos.
A mudança climática também vai afetar a produtividade agrícola em toda a Europa. Muitas regiões podem precisar de se adaptar às mudanças nas estações de crescimento e de chuvas.

Poderá a Europa mudar de agricultura intensiva para agricultura extensiva ?

Uma mudança para sistemas de baixa produtividade seria irrealista e contraproducente. Não podemos permitir que a agricultura passe a ser ineficiente, economicamente nem ambientalmente. Ao mesmo tempo, precisamos reduzir a poluição realizada pela agricultura. Isso representa um dilema. A agricultura orgânica (sem agrotóxicos e fertilizantes ) também pode ser intensivo, mas é estimado que pode produzir cerca de 20% menos do que a agricultura intensiva. Para continuar a produzir a mesma quantidade de comida, nós, então, temos a necessidade de alocar mais terras para a agricultura.

Tal mudança também teria efeitos globais. Como a UE é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos, qualquer redução significativa na sua produção também afetaria a produção global e, consequentemente, os preços dos alimentos. Os aumentos nos preços dos alimentos atingiu todos os segmentos da sociedade, as famílias de baixos rendimentos, em particular. Isso iria contra o objetivo de alimento acessível e disponível .

O que seria um cenário ideal?

Agricultura será sempre uma das principais actividades humanas com impacto no meio ambiente. Contudo, estes efeitos podem ser reduzidos, em várias formas. A transição para sistemas de baixo custo inovadores (por exemplo, o emprego de técnicas de agricultura orgânica e de precisão) aparece na balança como o melhor caminho a seguir.

Melhorar o lado da produção, provavelmente não seria suficiente, tendo em vista a crescente demanda mundial por alimentos, fibras e energia. Precisamos de ganhos de eficiência adicionais em outras partes do sistema alimentar, como o transporte, varejo e consumo.

Grandes áreas de terra são usadas ​​para produzir forragem para alimentar o gado para a produção de carne. Uma mudança na dieta de menos carne para mais vegetais certamente aliviar a pressão sobre o uso global da terra. Ou pegar no exemplo de desperdício de alimentos . Entre 30 e 40 % do alimento produzido é desperdiçado na Europa . Os resíduos alimentares começam no campo, continua nos transportes, no varejo e termina em nossas casas. A cada passo, estamos perdendo a terra, a água e a energia utilizada para os alimentos que nem são consumindos.

Política Agrícola Comum da UE desempenha um papel fundamental aqui. As recentes reformas quebraram em grande parte a ligação entre os pagamentos aos agricultores e suas saídas. O cumprimento da legislação ambiental é necessário para beneficiar do apoio financeiro, e algumas medidas de ecologização são obrigatórios. Embora isso tenha ajudado a evitar a superprodução e pode aliviar as pressões ambientais, mais pode ser feito, por exemplo, para reduzir a dependência de fertilizantes minerais e pesticidas.

Agricultura também concorre para a terra com energia ( biocombustíveis ), habitação e áreas urbanas. Melhor do Ordenamento do Território, como onde ter a agricultura intensiva, onde manter a extensiva e de baixo input também ajudaria a usar a terra de forma mais eficiente e reduzir a exposição humana a pressões ambientais .

No geral, o cenário ideal prevê uma utilização mais eficiente dos recursos que temos em mãos, a terra e a água, em particular. Nosso recente relatório sobre os indicadores temos um olhar mais amplo no uso de recursos e isso conecta o sistema de alimentação com os outros sistemas principais: energia, lares e materiais.

Fonte: Interview published in the issue no.2013/2 of the EEA newsletter, December 2013.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Entendimento em Varsóvia dá origem a compromisso.

 Ao longo das duas ultimas semanas decorreu a COP19 em Varsóvia na Polónia, e pelo que nos foi indicado houve um acordo de compromisso entre a maioria dos países.
 No meu ponto de vista um compromisso não era o esperado numa altura, visto que o mundo está a precisar de um acordo real e que seja comprido por todos. É urgente que as Nações Unidas tenham mão pesada para os países incumpridores das metas que têm de ser traçadas de forma urgente, pois até ao final do século o aumento de temperaturas podem chegar aos 4,5ºC, o que levará a grandes catástrofes naturais, de grandes proporções, tal como registado este ano nas Filipinas mesmo na abertura destas conferências.


 Um compromisso é positivo, mas temos de querer mais. Tal como falei a uns dias temos de deixar as brigas de lado e pensar de uma forma global e implementar de uma forma local, dando apoio aos que mais precisam de desenvolver-se, quer seja apoio financeiro, quer seja apoio logístico o qual é ainda mais importante. Ajudar os países menos desenvolvidos é uma prioridade, mas não podemos endireitar a casa dos outros, quando a nossa ainda está torta. Não podemos começar uma casa pelo telhado, vamos todos juntos criar bases que sejam aceitáveis para todas a sociedades, pois todos nós vivemos em ligação com o meio ambiente, melhor ainda, todos nós somos uma pequena parte desse meio ambiente, e devemos respeitar esse ambiente como respeitamos o nosso semelhante.

 Agora resta esperar mais um ano sem nada fazer e sem nada alterar para uma nova reunião em 2015. Será esta a melhor solução? Será que não vale a pena colocar em cima da mesa soluções práticas?

 No meu ponto deveríamos traçar um plano o mais rapidamente possível, mas de forma a que as penalizações para quem não cumprisse o acordo fossem realmente penalizadoras, algo muito diferente do Acordo realizado no Protocolo de Quioto, pois se penalizarmos deforma séria que não cumprir essas metas, será economicamente mais viável cumprir essas mesmas metas, e visto que no entender da maioria dos países o desenvolvimento sustentável tem como base única a economia (sendo a sociedade e o ambiente apenas dois conceitos que ali foram colocados) talvez fosse a solução para dar maior importância a uma realidade dos nossos dias, que são as alterações climáticas.

Cláudio Jardim 25/11/2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Juntos por uma grande causa.

 Blog “madeirense” Natureza0 é o primeiro blog português parceiro da União Europeia no programa “Um mundo que me agrada com um clima de que gosto”.



Esta é uma campanha que visa promover as ações da UE em matéria de luta contra as alterações climáticas, nomeadamente na consciencialização para os benefícios de uma sociedade hipocarbónica  e que contribuirá, entre outras coisas, nas palavras de Connie Hedegaard, Comissária Europeia da Ação Climática,  “para a criação de novos empregos no domínio ambiental e o desenvolvimento de tecnologias de ponta. Usufruiremos de preços da energia mais baixos, de casas modernas e confortáveis, de um ar mais limpo e de maior mobilidade. ”

A iniciativa da União Europeia conta com parceiros um pouco por toda a Europa com Marcas e Instituições de renome internacional.

Deste modo, o nosso blog http://natureza0.blogspot.pt/ junta-se a empresas portuguesas  como a EDP, a Quercus, a Carris, além das internacionais Nokia, WWF, IKEA, entre muitas outras.

Com esta ação assumimos também a nossa ação interventiva no que definimos como um dos objetivos e linhas orientadoras do nosso blog, a participação ativa na consciencialização para uma sociedade respeitadora do clima, alertando e promovendo novas politicas que permitam um crescimento mais inteligente e harmonioso. 

Novamente Varsóvia


Bem tal como esperado hoje temos a noticia que cerca de 130 países abandonaram as negociações da cimeira, devido a burocracias dos países mais desenvolvidos dizem eles.
 Bem no meu ponto de vista as coisas podem ser postas um pouco mais simples, para que toda a gente as perceba.
 Os países mais desenvolvidos querem baixar as emissões a um ritmo relativamente lento, o que leva a que os seus níveis de emissões por parte das indústrias seja praticamente não seja afetado, e esses mesmos países querem também que os menos desenvolvidos não cresçam os níveis de emissões que produzem atualmente, logo não podendo desenvolver-se ao ritmo que estavam à espera. Isto leva a que fossem quebradas as conversações, e leva a que estejamos a adiar até 2015 uma resposta que já deveria ter sido decidida agora.
 Uma situação que a maior parte dos ambientalistas apontam é a seguinte, porque é que os países desenvolvidos não têm de pagar pelo que fizeram desde a revolução industrial? Será que esse pagamento não serviria para ajudar os países menos desenvolvidos a ter um crescimento mais sustentável? Porque não se usa a tecnologia que conhecemos ao nível das renováveis para fazer dos países menos desenvolvidos exemplos para seguirmos nos países mais desenvolvidos? Porque não se aproveita para começar do zero nos países menos desenvolvidos, sem fazer as asneiras que nós já fizemos no passado? Porque estamos a adiar o inadiável?
 Estas e muitas outras perguntas são colocadas pelos ambientalistas nas mais diversas manifestação que se fizeram sentir nestes dias à porta da cimeira, mas são também as perguntas que o mais comum do cidadão faz. Nestas cimeiras deveria haver o bom senso por parte de todos, sem pensar em lucros ou em benefícios próprios, pois só assim conseguimos chegar a algum lado.

 Cláudio Jardim 21/11/2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Orçamento de Estado 2014 pasta do Ambiente

É uma das áreas onde a despesa pública aumenta de forma significativa, embora o novo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE) tenha um orçamento relativamente modesto quando comparado com os superministérios da Educação ou da Saúde.
O crescimento da despesa total consolidada para 2014 representa um aumento de 50,9% (211,9 milhões de euros) face à estimativa de 2013, e deve-se principalmente às chamadas Entidades Públicas Reclassificadas (EPR), onde os gastos sobem 160,5%. As EPR são as antigas sociedades de capitais públicos (Estado e autarquias) que geriam os programas POLIS do Litoral Sudoeste, Ria Formosa, Viana do Castelo, Norte, Costa da Caparica e Ria de Aveiro.
Em todo o caso, é bom lembrar que a área do Ambiente e Ordenamento do Território teve um corte de mais de 20% no Orçamento de Estado de 2013 (em comparação com 2012), o que significa que este aumento vem repor alguma folga financeira num setor atingido fortemente por medidas de austeridade.  
Apesar destas subidas na despesa, a aplicação em 2014 de medidas transversais de consolidação orçamental no âmbito da reforma do Estado (rescisões por mútuo acordo, redução da despesa com a ADSE) e de medidas sectoriais de consolidação orçamental (a nível de gestão e organização) vão permitir uma redução global da despesa de 36,3 milhões de euros no ministério dirigido por Jorge Moreira da Silva.
Assinalem-se também poupanças no investimento, devido à redução da contrapartida pública nacional em projetos europeus relacionados com o Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POVT).
Na distribuição da despesa consolidada por agrupamentos económicos, destacam-se os empréstimos a conceder ao abrigo do programa PROHABITA para o financiamento de operações de realojamento e reabilitação urbana. E na distribuição da despesa por medidas, evidenciam-se as verbas destinadas à defesa costeira para proteção de pessoas e bens.
As prioridades globais do MAOTE vão para a promoção da Economia Verde, para um novo modelo de ordenamento do território, para a valorização económica dos ecossistemas e para a sustentabilidade dos custos de energia. 
Um comunicado do ministério, a propósito da proposta de aumento das tarifas de eletricidade para os consumidores domésticos de 2,8% em 2014 apresentada pelo regulador do mercado elétrico, sublinha que esta subida, "igual à variação do ano passado", se deve "às medidas de política energética introduzidas pelo Governo nos últimos dois anos".
Fonte: http://expresso.sapo.pt/despesa-cresce-mais-de-50-no-ambiente-e-energia=f835929#ixzz2jCf6uZTv

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quénia reservas de água para os próximos 70 anos.

  Foram descobertos dois importantes aquíferos através de investigação via satélites realizadas com o apoio do Japão, pois os mesmos encontravam-se a investigar a possível investigação de petróleo naquele país.
 Esta é uma excelente noticia para um pais que tem níveis de pobreza muito elevados e esta será uma excelente noticia pois assim podem ter um maior aproveitamento da agricultura.

Retirado de http://pessoas.hsw.uol.com.br/informacoes-quenia.htm

 Estes resultados foram depois confirmados por furos no local realizados pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), os quais num comunicado conjunto com o governo

Semana da Mobilidade no Funchal 16-22 de Setembro

 Esta semana decorre a Semana da Mobilidade do Funchal, uma semana que terá algumas actividades e inaugurações de forma a que a população ganhe maior sensibilidade para esta situação.
 Durante a semana terão uma exposição no Largo do Município onde podem ver veículos alternativos.
 Podem ver todo o programa no site da Câmara do Funchal.


Cláudio Jardim 17/09/2013

domingo, 11 de agosto de 2013

Algodão Doce excelente projecto Português


Queres escrever o teu artigo na Natureza0 ?

  Gostavas de escrever um pequeno texto para ser publicado na nossa página?




 Pois então para isso basta que nos escrevas a dizer o tema que pretendes abordar e o mesmo será publicado por nós e assinado por ti, o qual será divulgado na nossa página do Facebook https://www.facebook.com/Natureza0 e no Google+, assim como na nossa aplicação Android a qual será brevemente lançada.

 Apenas pedimos que os temas abordados tenham incidência sobre o ambiente, sustentabilidade, novas energias entre outros assuntos verdes que pretendas abordar, e que os mesmos não tenham tendências politicas de qualquer ordem.

 Ficamos à tua espera.
 claudio_jardim@netmadeira.com

Andamos preocupados com questões erradas?

 O mundo anda preocupado em ter guerras, lutar por petróleo, dinheiro e poder, e vai criando falsos refugiados, sim falsos refugiados, esta ...