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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Incêndios 2017 um desabafo

Portugal encontra-se ardido! Um país que tem na sua área florestal a sua maior riqueza não pode tratar o seu território assim. A mão pesada tem de ser aplicada de alguma maneira, pois não estamos só a pegar fogo ao país, como estamos a deitar fora anos e anos de promoção de um destino seguro e com belezas naturais das mais bonitas da nossa Europa, sim porque o sol e o tempo quente só por si não vende meus senhores....

 Um país que tem no turismo o seu maior aliado, tem de apostar muito mais na prevenção do que aposta, um país que passa 9 meses ao ano a planear não anda para a frente em termos ambientais, um país que tem um sistema de comunicações com falhas desde o seu inicio à anos atrás tem de ter coragem de dizer basta, e acabar sem qualquer tipo de indemnizações seja a quem for, mas sim com o apuramento de responsabilidades séria e que nos sirvam de exemplo para nunca mais cairmos nos mesmos erros, um país onde a maioria dos licenciados em ambiente e área florestal estão no desemprego ou a trabalhar fora da área não tem falta de recursos, tem sim falta de gestão.

 Os nossos bombeiros são cada vez mais carne para canhão, pois o os "culpados" por isto e por aquilo, por não serem omnipresentes tipo Deus.... no meu entender são e serão sempre os grandes heróis que merecem receber dignamente e de forma regular, pois grande parte deles são voluntários e sem meios, e fazem das tripas coração para poder zelar pela nossa segurança todos os dias.

 Só hoje já vamos com mais de 80 mortos por causa dos incêndios, num país em que os incêndios naturais são mesmo isso naturais mas que passamos a vida a culpar o fogo posto, ele existe sim senhor, mas Portugal é e sempre será um país que tem incêndios regulares e a única maneira de os combater é a prevenção a longo prazo, usar os meios humanos que temos a todos os níveis, quer sejam os bombeiros no combate e prevenção, quer sejam os licenciados em ambiente e florestas na educação e prevenção em idades escolares desde o básico ao universitário, sim até ao universitário pois o erro educativo já vem lá longe e à muitos muitos anos.

 Saber que uma família morreu dentro do seu carro com os seus filhos é algo que não só me revoltou, mas que me fez chorar por alguém que nem consigo imaginar o desespero que pode ter tido, imaginar um pai e uma mãe a verem que nada podem fazer pelos seus filhos é algo que nos transforma a todos.

 Será que para o mês que vem vai estar muita chuva para podermos começar na prevenção no terreno? Será que as condições não vão estar reunidas  para o início da prevenção? Será que ainda temos de esperar pelas famosas verbas para prevenir que mais Portugueses morram? Será que?

 Existem inúmeras áreas onde podemos intervir mesmo sem apoios meus senhores, se não sabem ou se não conhecem, peçam ajuda a que sabe e a quem sabe e esses estão em tantos sítios, desde o desemprego às universidades. Sim porque eles existem e temos grandes profissionais desaproveitados, nesta e em muitas outras áreas neste país, em que todos queremos ser doutores e engenheiros mas trabalhar na área está quieto.....antes de meterem o senhor engenheiro atrás da secretária, têm de o meter a trabalhar no campo, para saber o que lá existe e como poder coordenar com conhecimento de causa, não basta meter um engenheiro recém licenciado atrás de uma secretária se ele nunca esteve a fazer para aquilo que estudou (trabalho de campo).

 Como disse é apenas um desabafo, ou seja, mais um a dizer mal e que tem a mania que percebe de tudo.
 E sim as alterações climáticas têm grande culpa nestas questões.

Cláudio Jardim

16/10/2017

domingo, 1 de março de 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Relatório do Estado do Ambiente de 2014

Já se encontra disponível o Relatório do Estado do Ambiente de 2014 (REA 2014).

O documento inclui um curto enquadramento socioeconómico nacional, seguido de um capítulo de atualização dos cenários macroeconómicos apresentados pela primeira vez no REA 2013. A componente central do Relatório é composta por sete capítulos que descrevem sucintamente 32 indicadores: Economia e Ambiente; Energia e Transportes; Ar e Clima; Água; Solo e Biodiversidade; Resíduos e Riscos Ambientais.

Por fim, é incluído um capítulo que procura identificar em Portugal evidências da evolução de duas tendências pesadas analisadas pela Agência Europeia do Ambiente desde 2010: intensificação da competição mundial por recursos e consequências cada vez mais graves das alterações climáticas.


Aceda aqui ao documento.

Fonte: http://www.apambiente.pt/

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Parlamento Europeu aprova nova legislação sobre cultivo de OGM nos Estados-Membros

Segundo o comunicado de imprensa abaixo transcrito:

https://www.flickr.com/photos/kt/3096246152/in/photostream/
O Parlamento Europeu aprovou hoje uma diretiva que dá mais flexibilidade aos Estados-Membros para proibirem ou limitarem o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) autorizados a nível da UE nos seus territórios, com base em motivos ambientais, como a manutenção da biodiversidade local, nos impactos socioeconómicos ou em critérios relacionados com o uso do solo, entre outros. Em 2014, a área cultivada com OGM em Portugal era de 8542,41 hectares.


A alteração do atual quadro legislativo da UE relativo aos OGM visa dar mais latitude e uma maior segurança jurídica aos Estados-Membros que desejem proibir, na totalidade ou em parte dos seus territórios, o cultivo de OGM permitidos a nível europeu.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Como podem os cogumelos nos salvar.

"30% of our food is directly pollinated by bees and 70% of our food is controlled by pollinators. We are suffering a collapse of our ecosystems but we can do something about it!" - Paul Stamets

.

O solo

 Onde tudo começa e onde tudo acaba, é assim que muitas vezes falamos dos solos, mas durante toda a nossa vida na terra será que respeitamos esse mesmo solo de onde viemos?
 Uma fina camada deste planeta que faz com este seja o maior organismo vivo de todos, aquele que ninguém pensa se está bem de saúde ou mal, aquele que mesmo que poluído não se vê, pois não fica turvo como a água ou acido como a chuva.


Cláudio Jardim 13/11/2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O papel da agricultura familiar na segurança alimentar

 A grande maioria dos 570 milhões de culturas dedicadas à agricultura mundiais, são geridas por agricultores familiares, o que faz com que sejam cerca de 80% do total de produção alimentar de todo o mundo, segundo a FAO.

 Este é um ramo da agricultura que muitas das vezes não é acarinhado pelas decisões politicas em todo o mundo, mas é um dos principais mecanismos mundiais de subsistência humana, e o principal meio de manter as colheitas para acabar com a fome em muitas regiões mundiais, principalmente nos chamados países de terceiro mundo.

 O relatório apresentado pela FAO (The State of Food and Agriculture 2014) este mês, diz que cerca de 800 milhões de pessoas estão dependentes deste tipo de agricultura para sobreviverem, pelo que é vital segundo a ONU que este tipo de agricultura seja visto como um parceiro a ter em conta para manter a segurança das colheitas mundiais.

 O Presidente José Graziano da Silva da FAO disse em Roma, "Nine out of ten farmers around the world are family farmers and these include a big range of different farmers and also traditional and indigenous agriculture includes also fisher folks, forest regulators among others. So they are quite different and diverse."  A transformação de parte do sector da agricultura familiar em agricultura comercial, poderá ser a base da solução para aumentar as colheitas mundiais, sendo que será um processo de adaptação da exploração por parte de quem as faz hoje como agricultura familiar, trazendo assim formação e conhecimento a estas pessoas que são parte da solução para o aumento das colheitas a nível mundial. Assim como a FAO defendendo que a formação de grande parte destes agricultores, que fazem muitas vezes apenas agricultura de subsistência, poderá resolver muitas das questões económicas e sociais.


Cláudio Jardim 17/10/2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

UE vota legislação de invasoras

Hoje, na União Europeia será votada legislação para enfrentar a crescente ameaça à biodiversidade realizada pelas espécies invasoras. Este regulamento é fundamental para alcançar a metas de biodiversidade pretendidas pela UE para 2020, ao entregar um compromisso no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica para estabelecer padrões e para lidar com as ameaças representadas por estas espécies. 


Foto: invasoras.pt
Comissário Europeu do Ambiente, Janez Potočnik, declarou: "Este novo regulamento abrange uma lacuna há muito reconhecida na proteção da biodiversidade na UE é cuidadosamente orientada, com foco nas ameaças mais graves de espécies invasoras Ao trabalhar em conjunto na UE para resolver um problema com um custo estimado .. 12 mil milhões de € a cada ano, estamos dando um passo decisivo no sentido de cumprir o nosso objectivo de travar a perda de biodiversidade na UE até 2020 "

O regulamento prevê uma Europa com um sistema eficaz para evitar a introdução e disseminação de espécies que possam causar impactos adversos e significativos quer sobre o ambiente, a economia e a saúde humana. A lista de espécies invasoras para a União, a ser desenvolvido

segunda-feira, 24 de março de 2014

"Semana da Agricultura Familiar" 2014


O programa da Semana da Agricultura Familiar dinamizado pelo Município do Funchal entre os dias 24 e 28 de março, na Ludoteca do Parque de Santa Catarina, integra-se nas comemorações do Dia Mundial da Agricultura (20 de março).

Desenvolve-se no âmbito da promoção para a Cidadania e surge da necessidade de fazer face ao incremento da crise económica / social que tem estimulado a retoma de práticas agrícolas tendo em vista o sustento do agregado familiar, seja ele no meio escolar ou familiar.

Programa de Actividades 
Fonte: http://www.cm-funchal.pt/

Cláudio Jardim 24/03/2014

terça-feira, 11 de março de 2014

Os países da Ásia e do Pacífico estão a falhar em impedir perda florestal, a ONU alerta

Uma estrada de acesso é construído em uma floresta de turfeiras sendo desmatadas para da lugar a uma plantação de óleo de palma em Trumon subdistrito, na província de Aceh, na ilha indonésia de Sumatra.
Fotografia: CHAIDEER MAHYUDDIN / AFP / Getty Images

 Segundo o TheGuardian os países da Ásia e do Pacífico não está a conseguir travar os desmatamento das suas florestas, criando assim um problema ambiental e aumentando a desertificação de muito terrenos.
 Este problema deve-se em grande parte à exploração dos terrenos para a produção de óleo de palma, fazendo com que a cada ano estejam a desaparecer 20 Km2 de florestas segundo Patrick Durst, oficial florestal senior da FAO disse em uma conferência de alimentos em Ulan Bator .

Na China e na Mongólia, sobre- pastoreio e má gestão da terra significa que os pastores cada vez mais têm que desistir de alimentar o gado por falta de alimento e têm de procurar novos empregos nas cidades de rápido crescimento. Aumentando assim o impacto que cidades têm sobre o ambiente, tal como podemos ver na China nestes últimos anos.

Os dados da WWF mostram a região do Grande Mekong perdeu um terço de suas florestas nos últimos 35 anos até 2009 , apesar de as taxas de desmatamento terem diminuído um pouco nos últimos anos.
 Uma gestão florestal sustentável é necessária para que haja um desmatamento controlado e sustentável, ajudando assim a reparar os impactos negativos dos últimos anos nestes países. Mas para isso tem de haver muita vontade politica e algum investimento, principalmente às populações que têm na agricultura o seu meio de subsistência.

Em busca de notícias positivas , a FAO disse que, enquanto a perda de florestas naturais continuam , a cobertura florestal actual na região tem aumentado ao longo dos últimos 20 anos, principalmente graças a programas de reflorestamento na China, Índia e Vietname.

Mas os especialistas dizem que os problemas só pioraram em muitas áreas reflorestadas porque biologicamente diversas florestas foram substituídas por uma única espécie plantada para fins comerciais , tais como óleo de palma e plantações de borracha .

Na província de Yunnan, na China , por exemplo, os especialistas dizem que as políticas de reflorestamento são parcialmente responsáveis ​​por uma seca de quatro anos , apesar de ser uma região rica em chuva.

Menos de 10% da floresta natural de Yunnan permanece, e árvores plantadas recentemente comerciais não têm a capacidade de regular o fluxo de água subterrânea . Porque estas precisam de consumir mais água do que as árvores nativas, consumindo grande parte dos recursos hídricos da região de água.

"Misturando árvores com ervas em áreas secas iria garantir a sua sobrevivência e proteger a biodiversidade , isolar as pragas e limitar os incêndios florestais ", disse Jin Zhonghao , diretor Chinês para a rede de floresta e comércio global da WWF.

Fonte: http://www.theguardian.com/environment/2014/mar/11/asia-pacific-countries-forest-loss-un?CMP=twt_fd em 11/03/2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Agricultura europeia: como fazer comida acessível, saudável e 'verde'

Para produzir alimentos em quantidade suficiente, a Europa depende de agricultura intensiva, que tem um impacto sobre o meio ambiente e nossa saúde. Poderá a Europa encontrar um ambiente amigável de maneira e produzir alimentos? Colocamos esta pergunta a Ybele Hoogeveen que está liderando um grupo de trabalho na Agência Europeia do Ambiente,  sobre o impacto do uso de recursos sobre o meio ambiente e bem-estar humano.
Image © G. Karadeniz/EEA
No relatório recentemente publicado pela EEE , o alimento é identificado como um dos principais sistemas que tem um impacto sobre o meio ambiente . O que é um sistema alimentar? Como isso nos afeta?

O termo " sistema alimentar " abrange todos os processos e toda a infra-estrutura que estabelecemos para produzir e consumir alimentos . Ele inclui a agricultura , o comércio , varejo, transporte o consumo e o desperdício. O alimento é uma necessidade humana básica . Além de estar disponível, a nossa comida deve ser de alta qualidade e acessível, em outras palavras, não contaminado e acessível.

Há uma forte ligação entre a nossa saúde e bem-estar e alimentação. Tanto a desnutrição e a obesidade são problemas de saúde diretamente ligados à alimentação. A agricultura também contribui para as alterações climáticas e a poluição atmosférica e da água, factores os quais podem afetar a saúde humana e o bem-estar de forma indireta.

Quando vamos ver mais de perto, vemos também que a agricultura tem um papel sócio-económico muito importante. Em muitas comunidades rurais , constitui a espinha dorsal da economia local, representa um modo de vida e uma interação com a natureza que nos fornece um valor cultural e recreativo. A forma como produzimos nosso alimento afeta a atratividade da paisagem em que vivemos.

Existem características e tendências que podemos ver na Europa no que diz respeito à produção e consumo de alimentos?

Em geral , a Europa tem os sistemas de produção agrícola moderna e terras aptas para a agricultura. A produtividade por hectare aumentou consideravelmente, particularmente na segunda metade do século 20. Dada a sua diversidade de terrenos agrícolas e climas, a Europa produz uma vasta gama de produtos. Mas também depende de importações, principalmente de forragens, frutas frescas e legumes, enquanto a exportação realiza a de alimentos processados​​, principalmente.

Do lado do consumo, houve algumas mudanças na dieta nos últimos anos. Por exemplo, o consumo de carne vermelha aumentou consideravelmente nos últimos cinco décadas. Mas em comparação com os níveis de 1995, vemos um declínio de 10 % no consumo de carne por pessoa. Por outro lado, os europeus estão comendo mais aves, peixes e frutos do mar, frutas e legumes.

Quais são os desafios sistemas alimentares da Europa terá de enfrentar nas próximas décadas ?

Há duas questões principais de preocupação na Europa, o primeiro é sócio-económico, urbanização e mudanças de estilo de vida associados mostram que a agricultura está cada vez menos atraente como uma actividade económica. O número de agricultores na Europa está em declínio e sua idade média está subindo. A manutenção de atividades agrícolas, particularmente em áreas de baixa produtividade, torna-se difícil. Algumas terras agrícolas estão sendo abandonadas e isso pode ter repercussões na economia local para as áreas onde a actividade agrícola na verdade acaba por ajudar a preservar a natureza.
A segunda é a intensificação. Estamos a falar de rendimentos mais elevados por hectare através de upscaling, mecanização, drenagem, irrigação e aplicação de fertilizantes e pesticidas. Isso aumenta a rentabilidade e significa que precisamos de menos terra para a agricultura. Por outro lado, reduz a biodiversidade da terra e aumenta a poluição dos solos, rios e lagos.
A mudança climática também vai afetar a produtividade agrícola em toda a Europa. Muitas regiões podem precisar de se adaptar às mudanças nas estações de crescimento e de chuvas.

Poderá a Europa mudar de agricultura intensiva para agricultura extensiva ?

Uma mudança para sistemas de baixa produtividade seria irrealista e contraproducente. Não podemos permitir que a agricultura passe a ser ineficiente, economicamente nem ambientalmente. Ao mesmo tempo, precisamos reduzir a poluição realizada pela agricultura. Isso representa um dilema. A agricultura orgânica (sem agrotóxicos e fertilizantes ) também pode ser intensivo, mas é estimado que pode produzir cerca de 20% menos do que a agricultura intensiva. Para continuar a produzir a mesma quantidade de comida, nós, então, temos a necessidade de alocar mais terras para a agricultura.

Tal mudança também teria efeitos globais. Como a UE é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos, qualquer redução significativa na sua produção também afetaria a produção global e, consequentemente, os preços dos alimentos. Os aumentos nos preços dos alimentos atingiu todos os segmentos da sociedade, as famílias de baixos rendimentos, em particular. Isso iria contra o objetivo de alimento acessível e disponível .

O que seria um cenário ideal?

Agricultura será sempre uma das principais actividades humanas com impacto no meio ambiente. Contudo, estes efeitos podem ser reduzidos, em várias formas. A transição para sistemas de baixo custo inovadores (por exemplo, o emprego de técnicas de agricultura orgânica e de precisão) aparece na balança como o melhor caminho a seguir.

Melhorar o lado da produção, provavelmente não seria suficiente, tendo em vista a crescente demanda mundial por alimentos, fibras e energia. Precisamos de ganhos de eficiência adicionais em outras partes do sistema alimentar, como o transporte, varejo e consumo.

Grandes áreas de terra são usadas ​​para produzir forragem para alimentar o gado para a produção de carne. Uma mudança na dieta de menos carne para mais vegetais certamente aliviar a pressão sobre o uso global da terra. Ou pegar no exemplo de desperdício de alimentos . Entre 30 e 40 % do alimento produzido é desperdiçado na Europa . Os resíduos alimentares começam no campo, continua nos transportes, no varejo e termina em nossas casas. A cada passo, estamos perdendo a terra, a água e a energia utilizada para os alimentos que nem são consumindos.

Política Agrícola Comum da UE desempenha um papel fundamental aqui. As recentes reformas quebraram em grande parte a ligação entre os pagamentos aos agricultores e suas saídas. O cumprimento da legislação ambiental é necessário para beneficiar do apoio financeiro, e algumas medidas de ecologização são obrigatórios. Embora isso tenha ajudado a evitar a superprodução e pode aliviar as pressões ambientais, mais pode ser feito, por exemplo, para reduzir a dependência de fertilizantes minerais e pesticidas.

Agricultura também concorre para a terra com energia ( biocombustíveis ), habitação e áreas urbanas. Melhor do Ordenamento do Território, como onde ter a agricultura intensiva, onde manter a extensiva e de baixo input também ajudaria a usar a terra de forma mais eficiente e reduzir a exposição humana a pressões ambientais .

No geral, o cenário ideal prevê uma utilização mais eficiente dos recursos que temos em mãos, a terra e a água, em particular. Nosso recente relatório sobre os indicadores temos um olhar mais amplo no uso de recursos e isso conecta o sistema de alimentação com os outros sistemas principais: energia, lares e materiais.

Fonte: Interview published in the issue no.2013/2 of the EEA newsletter, December 2013.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Projecto LIFE – Fura-bardos recupera floresta laurissilva


Foi apresentado esta manhã, na Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, o projecto LIFE Fura-bardos, apoiado pela União Europeia e desenvolvido através de uma cooperação entre a Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves (SPEA), o Parque Natural da Madeira, a Direcção Regional de Florestas e a SEO-Birdlife.
Luís Costa, da SPEA, entidade que coordena o projecto destaca o facto de esta ser a primeira acção dirigida ao fura-bardos, uma sub-espécie de gavião que apenas existe na Madeira e nas Canárias, as duas regiões onde serão desenvolvidas acções.
“É uma das sub-espécies referenciadas como prioritárias para recuperação pela União Europeia”, sublinha.
Um dos objectivos do projecto é reunir mais informação sobre a espécie e proteger o seu habitat.
“Um dos problemas que o projecto pretende resolver é ter mais informação sobre esta espécie que é difícil de trabalhar, porque vive num habitat de floresta laurissilva muito fechado que não é fácil estudar”, explica.
No total, serão recuperados 76 hectares, em três concelhos, Santana, São Vicente e Porto Moniz que foram alvo de incêndios recentemente e onde serão plantadas 62 mil espécies da laurissilva.
“Também haverá a criação de alguma dinâmica económica local, nomeadamente criando alguns postos de trabalho que nesta altura são muito importantes”, destaca Manuel António Correia.
O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais que presidiu à apresentação do projecto recorda que, nos últimos anos, ao abtigo da iniciativa LIFE, a Região “candidatou-se e conseguiu ter no terreno projectos que ascenderam a 9 milhões de euros de investimentos e que corresponderam a uma transferência da EU de 6,5 milhões a fundo perdido”.
O governante lembra que estes fundos não fazem parte do pacote tradicional a que a Região tem direito, “acrescem a esses fundos”.
A Região já teve dois projectos que em dois anos diferentes foram considerados os melhores da UE, um dedicado à Freira da Madeira e outro à Freira do Bugio.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

FAO alerta para efeitos do tufão Haiyan na cadeia alimentar



A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, no original) considerou hoje que o tufão nas Filipinas "devastou os setores da agricultura, pesca e florestas", e terá "um efeito alargado na cadeia e na segurança alimentares". Em comunicado, a FAO afirma que "o super-tufão Haiyan deixou um rasto de destruição e milhares de vidas foram perdidas", acrescentando que "a devastação causada no país, incluindo nos setores da agricultura, florestas e pescas, põe as vidas e a subsistência de muitos mais em risco e pode ter um efeito mais alargado na cadeia alimentar e na segurança dos alimentos".
 Esta organização das Nações Unidas, com sede em Roma, defendeu ainda a mobilização de 24 milhões de dólares em ajudas imediatas nas pescas e agricultura, adiantando que já avançou um milhão de dólares dos seus recursos para fazer face à destruição das estruturas de irrigação dos campos de arroz e dos armazéns, entre outros equipamentos que ficaram destruídos na sequência do tufão, que afetou mais de um milhão de agricultores e pescadores. A ajuda às Filipinas vai chegando de todo o mundo com os Estados Unidos, por exemplo, a destacar o porta-aviões USS George Washington, acompanhado de outros barcos da Marinha norte-americana, enquanto o Reino Unido enviou o navio de guerra HMS Daring, um contratorpedeiro.
 O USS George Washington, que "transporta cinco mil marinheiros e mais de 80 aeronaves", é esperado ao largo da zona sinistrada do arquipélago filipino nos próximos dias. Os navios norte-americanos e britânico partiram, respetivamente, de Hong Kong e de Singapura.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Lobos, Linces e Ursos

 Pois é hoje li uma noticia sobre o Lobo-ibérico a qual fiquei chocado, pois é o segundo espécime a ser encontrado morto a tiro este ano em Portugal.
 Esta situação deve ser investigada com muita atenção e encontrar responsáveis de tais actos, pois a população de lobo em Portugal limita-se aos 300 exemplares e têm de ser protegidos. Claro que compreendemos que para as mais diversas pessoas, tais como agricultores, este animal é visto como um perigo para o gado, mas existem apoios para prever esses ataques e outras maneiras de proteger o gado,
pelo que estas pessoas têm de ser alertadas e têm de receber informação e mesmo formação sobre como proteger o gado dos ataques deste predador de maneira a que tenham uma atitude mais correcta do que aquela que me faz escrever hoje este pequeno desabafo.


 Temos de tomar atenção e se preciso ajudar através de seguros e apoios estas comunidades que são afectadas quer pelo lobo ou pelo lince e até mesmo pelo urso que cada vez mais encontra-se perto do norte do país, mas essas atitudes devem ser tomadas já, como

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Dia da Floresta Autóctone 23 de Novembro


O Dia da Floresta Autóctone é celebrado, na Península Ibérica, a 23 de Novembro.
Segundo o ICNF “esta efeméride surge em complemento do Dia Mundial da Floresta - 21 de março - pouco adequado à plantação de espécies autóctones nos países do sul da Europa. Assim, sugere-se a plantação de árvores no dia da Floresta Autóctone e a rega (se necessário) no Dia Mundial da Floresta.” 

O FAPAS (Fundo para a Proteção de Animais Selvagens), no âmbito da Comemoração do Dia da Floresta Autóctone, disponibiliza às escolas da região Norte várias espécies, entre elas, o azevinho (Ilex aquifolium), medronheiro (Arbutus unedo), azereiro (Prunus lusitanica L); carvalho, freixo (Fraxinus excelsior) e pinheiro manso ((Pinus pinea).
Esta actividade decorre no dia 25 de novembro. As escolas interessadas deverão enviar a ficha de inscrição para luciliaguedes@netcabo.pt  até 15 de Novembro.
Contacto telefónico : 931144633.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Segurança alimentar e as alterações climáticas.




A segurança alimentar tanto como a procura alimentar iram aumentar muito, pois a disponibilidade alimentar será maior e a procura maior do que neste momento, e segundo os estudos apresentados pelo novo relatório do IPCC, teremos uma alteração climática de uma escala significativa, pelo que a agricultura mundial será atingida principalmente os pequenos agricultores, pois o acesso à água será muito menor que actualmente.
Razão pela qual a FAO está a apresentar vários projectos para minimizar estes impactos, quer sejam projectos práticos ou um pouco mais holísticos.

3o dia do EEA Grants alterações climáticas no Ártico




Começamos por falar sobre uma ONG que tem como objectivo ajudar as organizações mundiais no marketing das alterações climáticas através da arte. A Imagine 2020, faz pequenos videos, posters e apresentações.

Sendo que em seguida tivemos uma apresentação sobre a protecção do Ártico, um trabalho feito entre vários países com o principal objectivo sobre a parte ambiental do projecto, tendo também uma parte de exploração económica.


Além dos problemas ambientais com o degelo do Ártico, teremos também problemas geopolíticos, pois novas zonas de exploração estarão disponíveis, tal como novas rotas de navegação, o que levará a uma grande competição entre vários países, pois o potencial daquela zona é muito grande e de grande interesse para países como a Rússia, EUA, Noruega, Canadá, Islândia e até mesmo a China apesar da sua posição geográfica, entre outros que neste momento já têm um período de cerca de 5 meses ao contrario do 1 mês de exploração que tinham a apenas 20 anos.



Companhia das Lezirias

Com cerca de 17.000 hectares, onde produzem carne , arroz, carne, vinho, azeite, e também alugam terras, serviços turísticos e visitas guiadas.
Onde tivemos 3 apresentações.
Sendo que primeiro tivemos uma apresentação da empresa Terra Prima um projecto do Fundo Português de Carbono, empresa e projecto que já ganhou vários prémios nacionais e internacionais. Sendo considerado o melhor projecto europeu de sequestro de carbono.
Para além do sequestro de carbono, teremos uma carne de maior qualidade, pois as pastagens serão estas onde a biodiversidade é elevada, e os solos serão compostos por maior matéria orgânica logo mais produtivos, sendo também estes pasto de elevada rentabilidade, pois após serem implementados podem resistir durante cerca de 10 anos, sem que tenham de ser replantados.

Mais tarde foi feita uma apresentação sobre o impacto dos incêndios. Com foco de como funcionava o sistema português, e o que tem sido feito ao nível da prevenção.
E por fim uma palestra sobre o estudo das secas que assolam o nosso país.

Por final uma apresentação sobre o impacto sobre a floresta Portuguesa, falando das principais espécies que podemos encontrar. Uma surpresa para nós, pois foi falado em grande foco sobre a Laurissilva, falando da importância desta para a ilha e para o turismo.

Andamos preocupados com questões erradas?

 O mundo anda preocupado em ter guerras, lutar por petróleo, dinheiro e poder, e vai criando falsos refugiados, sim falsos refugiados, esta ...