segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Ressaca dos vários temporais deste ano.

 Pois é temos vindo a ser actualizados todos os dias e a toda a hora sobre os vários incidentes que têm ocorrido ao longo de toda a costa Portuguesa, quer sejam incidentes devido à agitação marítima, quer seja pelas várias cheias que têm vindo a assolar os rios do nosso país.


 A Costa da Caparica tem sido uma das mais mediáticas, não porque o mar ali estava mais forte e as ondas mais altas, mas sim por ser uma das zonas do país onde o ordenamento do território não é nem nunca foi tomado em conta, pois as inúmeras intervenções ao longo dos anos para proteger as zonas de apoio à praia têm sido na ordem dos milhões de euros sem que tenha qualquer retorno superior para a região. E sim a APA tem a responsabilidade sobre as intervenções ali realizadas e nas futuras intervenções também, mas deverá em primeiro lugar avaliar bem, mesmo muito bem o que poderá ser realizado para que a sustentabilidade dos concessionários de bares, restaurantes e outros negócios de apoio à praia seja real. Pois está mais do que visto que este tipo de situações será cada vez mais comum e cada vez com maior impacto pelo que a ajuda dada aos concessionários deverá ser dada de maneira a que seja isso mesmo uma ajuda e não uma ajuda cada vez mais recorrente.
 Não estou contra os apoios aos diversos concessionários, estou em desacordo com o não ordenamento do território, o qual parte maioritariamente por parte das Câmaras Municipais, pois são criados espaços com a finalidade de concessionar sem que a viabilidade de sustentabilidade seja tida em conta.
 Em Vila Praia de Âncora temos uma situação bem mais problemática, pois a agua acabou por fazer desaparecer uma duna a qual terá consequências sobre várias construções as quais devido ao rio estar a desaguar noutro local devido às cheias e o mesmo ter mudado o seu curso normal. 
 Neste caso vale a pena andar a brincar aos geógrafos e restituir o rio ao seu curso normal e erguer novamente a duna, mas esta é uma situação que será pontual.
 Não é altura de brincar às recuperações de forma a prevenir votos, é sim tempo de pensar no futuro de forma sustentável, e se esse futuro passa por recuar algumas concessionárias ou não, não sei, mas uma coisa sei, grande parte dos bares e restaurantes de praias estão em grande risco devido à proximidade das zonas de rebentação.

  • Defendo e defenderei sempre que os concessionários deveram ser apoiados;
  • Defendo que o Ministério do Ambiente deverá ter uma atitude de mão firme sobre o ordenamento das zonas costeiras;
  • Ninguém diz que é fácil resolver o que foi mal feito durante anos;
  • Ter uma atitude sustentável resolverá grande parte dos nossos problemas do presente no futuro;
  • Os decretos lei têm de passar do papel para o terreno, assim sim é uma politica sustentável.


 Os relatórios de alterações climáticas têm de sair do papel e serem aplicados no terreno, pois não vale a pena sermos um país que irá gastar milhões para o combate das alterações climáticas, se esse mesmo dinheiro for gasto de forma insustentável, com projectos megalómanos de renováveis ou grandes diques e barragens.

Cláudio Jardim 17/02/2014

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Filipe Duarte Santos em entrevista ao Noticias ao Minuto

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