segunda-feira, 12 de maio de 2014

Jornal Mapa - Não Ao Petróleo E Gás No Algarve

O presidente da PARTEX, António Costa Silva, declarava em 2010 que a Bacia do Algarve, a 8.5 km da Ilha de Faro, possuía reservas de gás 20 vezes maiores do que os campos de gás na vizinha costa espanhola. A concessão algarvia, assinada em Outubro de 2011 com o consórcio REPSOL-YPF e RWE tem, desde Janeiro de 2013, como únicos concessionários a REPSOL (90%) e a PARTEX (10%).

A Associação ASMAA (Algarve Surf and Marine Activities Association / asmaa-algarve.org) preocupada
com o que “poderá acontecer aos nossos oceanos e ao nosso ambiente, para lá da sobrevivência económica do Algarve” desencadeou a campanha“Diga não ao Petróleo e Gás no Algarve” pretendendo, até ao Verão deste ano, promover o debate e a oposição à PARTEX/REPSOL, cuja regra de ouro é muito sigilo e uma grande falta de informação. Refere ainda a ASMAA que “a primeira plataforma de petróleo é um equipamento que foi comprado como ‘sucata’ na Indonésia”, factor importante devido aos riscos para o ambiente marinho e costeiro decorrentes de um desastre petrolífero ou de gás a somar ainda aos que já decorrem normalmente dos efeitos tóxicos das explorações. Da mesma forma um risco à indústria da pesca para não falar do turismo. Ou simplesmente a evidência, tida como inquestionável, da venda dos bens e recursos naturais num negócio, acusa a ASMAA, em que 91% dos lucros obtidos cabe à PARTEX/REPSOL. A associação, preocupada com o “roubo” do gás nacional – alinhando também assim numa argumentação de base economicista, que, viciada à partida, desvaloriza a simples recusa por via da evidência ambiental – surge como a principal voz de alerta a uma questão que é marginal às agendas ambientalistas.
Ao tema não é estranha a recente proposta de lei das bases do ordenamento e da gestão do espaço marítimo nacional que prevê a privatização do mar e seus recursos por 50 anos através dessas concessões. E não basta a isenção de avaliações ambientais, pois a lei contempla a suspensão dos instrumentos de ordenamento uma vez classificados como PIN’s: “projetos de interesse nacional”.
Fonte: http://www.jornalmapa.pt/2014/02/27/nao-ao-petroleo-e-gas-no-algarve/

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